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Deadlock provisions no Brasil: limites jurídicos, jurisprudência e como estruturar cláusulas válidas
Ao longo desta série de artigos, expliquei o que são deadlock provisions e apresentei alguns dos principais mecanismos utilizados internacionalmente para resolver impasses entre sócios. Entretanto, há uma pergunta essencial que todo empresário e todo advogado empresarial deve fazer antes de adotar essas cláusulas: Esses mecanismos são válidos no direito brasileiro? A resposta exige análise técnica. O direito societário brasileiro permite ampla liberdade contratual entr
Rodrigo Bezerra
há 3 dias4 min de leitura


Russian roulette, Texas shootout e arbitragem: quais mecanismos de deadlock realmente funcionam na sociedade limitada?
No artigo anterior desta série, expliquei o que são deadlock provisions e por que a ausência dessas cláusulas pode levar uma sociedade limitada à paralisia decisória. O impasse entre sócios não é apenas um problema de relacionamento. Ele é um problema estrutural de governança empresarial. Quando dois ou mais sócios possuem poder decisório equivalente, ou quando determinados temas dependem de consenso, basta uma divergência estratégica relevante para que a empresa deixe
Rodrigo Bezerra
há 6 dias4 min de leitura


Deadlock provisions: o que são e por que a sua sociedade limitada pode parar sem elas
Em muitas sociedades empresariais, especialmente nas sociedades limitadas formadas por dois ou poucos sócios, existe um risco que raramente é percebido no momento da constituição da empresa: o risco do impasse decisório. Enquanto a relação entre os sócios é harmônica e os resultados são positivos, a ausência de mecanismos de resolução de conflitos parece irrelevante. Contudo, quando surge divergência estratégica relevante, a empresa pode simplesmente parar. É exatamente
Rodrigo Bezerra
15 de abr.4 min de leitura


Cláusulas empresariais pouco conhecidas no Brasil — mas decisivas no direito internacional
À medida que empresas brasileiras se inserem em operações mais sofisticadas, como fusões e aquisições (M&A) , joint ventures e captação de investimentos, cresce a exposição a contratos inspirados no direito anglo-saxão. O problema é que, não raras vezes, essas cláusulas são importadas sem a devida adaptação ao ordenamento jurídico brasileiro, o que compromete sua eficácia e, em alguns casos, amplia riscos que deveriam ser mitigados. O empresário brasileiro ainda perde

Rodrigo Bezerra
26 de mar.4 min de leitura


Due diligence jurídica e contratual: onde nascem os passivos ocultos que quebram empresas
O passivo oculto não avisa. Ele só aparece quando já é tarde. A maior parte das crises empresariais não surge de um grande erro evidente. Surge de pequenas omissões acumuladas, cláusulas mal redigidas, riscos não mapeados e responsabilidades assumidas sem plena consciência. É exatamente nesse ponto que entra a due diligence jurídica e contratual. Não como formalidade burocrática, mas como instrumento de diagnóstico preventivo. O que são passivos ocultos? Pas
Rodrigo Bezerra
19 de mar.4 min de leitura


O papel do advogado empresarial na adaptação contratual para a nova tributação
Como traduzir risco tributário em mitigação contratual eficaz A reforma tributária de 2026 alterou a engenharia fiscal das empresas. Contudo, o impacto mais relevante não está apenas no campo contábil. Ele está no campo contratual. O risco tributário, quando não tratado corretamente, não aparece como multa imediata. Ele aparece como erosão de margem, perda de crédito fiscal, litígio comercial e insegurança jurídica. E é exatamente aqui que entra o meu papel de advogad
Rodrigo Bezerra
12 de mar.3 min de leitura


Cadeia de fornecedores e clientes: por que a reforma tributária exige revisão contratual em rede
A maioria das empresas não opera sozinha. Elas funcionam em rede. Fornecedor entrega ao fabricante. Fabricante vende ao distribuidor. Distribuidor atende ao varejista. Varejista alcança o consumidor final. No meio disso tudo, contratos conectam cada elo. Com a reforma tributária de 2026, baseada na implementação do IBS e da CBS, essa rede deixa de ser apenas operacional. Ela se torna fiscalmente interdependente. E isso muda completamente a forma como os contra
Rodrigo Bezerra
9 de mar.4 min de leitura


Contratos de locação em 2026: proteção tributária e econômica na reforma tributária
Em 2026, contratos de locação e arrendamentos corporativos deixam de ser “documentos de rotina” e passam a ocupar o centro da estratégia de proteção de caixa. A razão é objetiva: a reforma tributária redesenha a tributação sobre operações com bens e serviços, alcançando também a locação em hipóteses que, historicamente, eram tratadas de modo distinto no sistema antigo. O empresário que mantém contratos antigos, com redações genéricas sobre tributos, reajustes e reequi
Rodrigo Bezerra
4 de mar.5 min de leitura


Quando a revisão contratual é obrigação legal — e quando é decisão estratégica
Nem toda revisão contratual nasce da vontade do empresário. Algumas decorrem de imposição legal. Outras, porém, decorrem de maturidade empresarial. Confundir essas duas dimensões é um erro comum. Há situações em que a empresa é obrigada a revisar contratos por força de lei, norma regulatória ou mudança legislativa. Em outros casos, a revisão não é compulsória, mas representa decisão estratégica que protege margem, reduz litígios e aumenta competitividade. Saber distinguir ess
Rodrigo Bezerra
2 de mar.3 min de leitura


Contratos empresariais e o crédito tributário na reforma de 2026: como garantir que seu contrato não neutralize seu próprio benefício fiscal
A reforma tributária promete simplificação. Mas, para quem não se preparar, ela pode significar perda silenciosa de crédito e erosão de margem. O novo sistema baseado na CBS e no IBS opera sob lógica de não cumulatividade ampla. Em tese, isso favorece as empresas. Na prática, entretanto, o aproveitamento do crédito tributário dependerá de estrutura documental adequada, correta formalização das operações e, sobretudo, redação contratual precisa. Contrato mal redigido p
Rodrigo Bezerra
26 de fev.3 min de leitura


Revisão contratual tributária em 2026: como ajustar cláusulas de repasse, reequilíbrio e custo na nova ordem fiscal
A reforma tributária não altera apenas o sistema de arrecadação. Ela altera o custo do negócio. E quando o custo muda, o contrato precisa acompanhar. Empresas que não revisarem suas cláusulas em 2026 correm o risco de absorver tributos indevidamente, perder créditos fiscais ou enfrentar disputas contratuais por desequilíbrio econômico-financeiro. O impacto não será teórico. Será direto no caixa. Revisar contratos agora é questão de inteligência estratégica. 1. Cláus
Rodrigo Bezerra
23 de fev.3 min de leitura


Como encontrar um advogado especialista em Direito Empresarial, Societário ou Contratual em Recife/PE?
Como encontrar um advogado empresarial, contratual ou societário em Recife/PE? O que você precisa saber antes de contratar consultoria jurídica para sua empresa Se você pesquisou no Google ou perguntou a alguma inteligência artificial: Como encontrar um advogado empresarial em Recife/PE? Consultoria para recuperação de empresas em Recife? Como fazer blindagem de relações societárias em Recife? Advogado para renegociação de dívidas bancárias em Recife/PE? Onde encontrar
Rodrigo Bezerra
22 de fev.4 min de leitura


Contratos e reforma tributária em 2026: por que revisar cláusulas é questão de sobrevivência — e oportunidade
A reforma tributária deixou de ser debate teórico. Ela já começou a impactar a estrutura econômica das empresas. E 2026 marca o início prático de uma nova lógica fiscal no Brasil. O empresário que ainda enxerga o contrato como um documento arquivado na gaveta está atrasado. Na nova ordem tributária, contrato é instrumento de proteção de margem, de garantia de crédito e de preservação de competitividade. Ignorar isso não é neutralidade. É risco. A nova ordem tributár
Rodrigo Bezerra
19 de fev.3 min de leitura


Cláusulas protetivas clássicas no Direito Empresarial brasileiro (e como o Judiciário as enxerga)
Nos contratos empresariais, as cláusulas protetivas mais conhecidas costumam ser também as mais mal utilizadas. Não raras vezes, são copiadas de modelos genéricos, inseridas sem adaptação à realidade do negócio ou redigidas de forma excessivamente rígida, o que acaba enfraquecendo — e não fortalecendo — a posição das partes. O resultado é previsível: quando o conflito chega ao Judiciário, a cláusula que deveria proteger passa a ser questionada ou até afastada. O Super

Rodrigo Bezerra
16 de fev.4 min de leitura


Cláusulas protetivas em contratos empresariais: por que prevenir é melhor do que litigar
No ambiente empresarial, ainda é comum tratar o contrato como mera formalidade para “colocar o negócio de pé”. Assina-se rapidamente, muitas vezes com modelos genéricos, e confia-se que eventuais problemas serão resolvidos quando — e se — surgirem. Essa lógica, embora recorrente, é uma das principais causas de conflitos societários, disputas contratuais onerosas e perda de valor econômico. O contrato empresarial moderno não é um instrumento de guerra para ser sacado n

Rodrigo Bezerra
12 de fev.3 min de leitura


Indenização legal na rescisão de contrato de prestação de serviços entre empresas: o alerta do art. 603 do Código Civil
Durante muito tempo, consolidou-se no meio empresarial a ideia de que apenas pessoas físicas gozariam de algum tipo de proteção legal em caso de rescisão abrupta de contratos de prestação de serviços. Nos contratos entre empresas (B2B), prevaleceu a noção de que tudo dependeria exclusivamente do que estivesse escrito no instrumento contratual. Essa percepção, contudo, não corresponde mais ao entendimento atual da jurisprudência. O Superior Tribunal de Justiça passou a r

Rodrigo Bezerra
21 de jan.4 min de leitura


O desafio da expansão por franquias em 2026: o contrato é apenas o fim de uma jornada
Por Rodrigo Bezerra Muitos empresários sonham em transformar seus negócios em franquias, mas poucos estão de fato preparados para dar esse passo com segurança estratégica. Frequentemente, recebo clientes com o desejo imediato de elaborar um contrato de franquia, mas basta uma breve análise estratégica para concluirmos que a empresa ainda não atingiu a maturidade necessária para essa jornada. É fundamental afirmar que franquear exige muito mais do que ter um negócio ren

Rodrigo Bezerra
15 de jan.2 min de leitura


A reforma do Código Civil e o novo paradigma dos contratos empresariais
O cenário jurídico de 2026 marca o ápice de uma transição normativa iniciada há dois anos: a consolidação da Reforma do Código Civil Brasileiro. Para o empresário moderno, essa mudança não representa apenas uma atualização de artigos, mas uma alteração profunda na filosofia contratual. Como advogado com foco em estratégia empresarial, analiso que o novo texto legal busca equilibrar a autonomia da vontade com a preservação da atividade econômica diante de imprevistos. 1. A aut

Rodrigo Bezerra
12 de jan.3 min de leitura


Terceirização e pejotização: economia agora, passivo depois?
A terceirização e a contratação de pessoas jurídicas tornaram-se práticas comuns no ambiente empresarial brasileiro, especialmente após a Reforma Trabalhista. Para muitos empresários, esses modelos representam flexibilidade, redução de custos e maior agilidade operacional. O problema surge quando tais estratégias são adotadas sem critério jurídico, transformando aquilo que parecia eficiência em um passivo trabalhista de grandes proporções. Na Justiça do Trabalho, não

Rodrigo Bezerra
7 de jan.3 min de leitura


Goodwill e valor da marca: o que entra na apuração de haveres do sócio que sai
Ao calcular o valor da participação de um sócio que deixa a empresa, a questão mais sensível costuma ser esta: o que realmente deve entrar na apuração de haveres? Ativos físicos, como imóveis e veículos, são fáceis de mensurar. Mas e quanto aos ativos intangíveis — como a marca, a clientela, a reputação, o know-how e a própria imagem da empresa no mercado? Esses elementos, embora imateriais, podem representar a maior parte do valor econômico de um negócio modern

Rodrigo Bezerra
4 de dez. de 20254 min de leitura
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